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26/07/2010

NotíciasMotorista, um ofício que gera paixões

Um ofício imprescindível para movimentar a economia. Esta é apenas uma das definições existentes para a profissão de motorista, cujo dia foi comemorado neste domingo, 25. Para celebrar a data, o Portal Webtranspo apresenta perfis de dois especialistas na arte de "pilotar" caminhões.
Se o motorista de hoje tende a ingressar no mercado de trabalho com atribuições voltadas à tecnologia de ponta, para Domiciano Pereira da Silva, motorista da Braspress, e João Moita, responsável por testes de desempenho dos modelos Mercedes-Benz, a história foi diferente: a paixão pela boléia do caminhão falou mais alto.

Aos 59 anos e desde 1977 na profissão, Domiciano deixou o Estado de Pernambuco para trabalhar como frentista de posto de combustível. Logo, o fluxo de veículos despertou o seu interesse e pouco tempo depois já estava com sua carteira de habilitação.

"Sempre quis ser motorista. Comecei no transporte escolar, depois como taxista e, em seguida, entregando produtos de uma recapadora de pneus. Depois entrei na Transportadora Dardo, dirigindo um 708 da Mercedes-Benz, e finalmente, em 1996 ingressei no quadro de motoristas da Braspress", recorda Silva.

Conhecendo lugares

Para o pernambucano, o lado bom de ser motorista de caminhão é a oportunidade de trabalhar do lado externo da empresa. "Nunca ficamos parados. Estamos sempre conhecendo lugares novos. Essa é a principal vantagem".

Por outro lado, o trânsito estressante da cidade de São Paulo é apontado por ele como a maior dificuldade do ofício que executa de segunda a sexta-feira das 8h às 18h30. "Sou um motorista urbano. Em São Paulo temos que dirigir para nós e para os outros. Precisamos ter atenção redobrada", diz.

Diesel no sangue

Para definir a sua paixão pela profissão, o motorista João Moita faz uma afirmação inusitada: "acho que tenho diesel correndo nas minhas veias". Há 31 anos como piloto de testes da Mercedes-Benz, Moita, que já foi ferramenteiro e ajustador mecânico, afirma que não seguiria outro caminho na carreira profissional.

"Não abandonaria o que faço. Ainda mais com esses caminhões modernos que estão surgindo, agregados do que há de mais intenso em tecnologia embarcada", observa o motorista que é natural de São Caetano (SP).

No entanto, assim como Silva, o motorista da Mercedes-Benz menciona os problemas da profissão. Mesmo longe das atividades corriqueiras de um motorista há três décadas (trabalhou sete anos transportando areia em São Paulo), Moita afirma que as condições das estradas brasileiras são problemas que dificultam o dia a dia dos caminhoneiros.

Outro problema apontado é o tempo de espera para o descarregamento das cargas. "As empresas acham que podem fazer do caminhão o seu local de armazenagem. Muitas vezes, o motorista é obrigado a esperar de dois a três dias para descarregar e seguir a viagem de retorno", frisa.

Sucesso

Para ele, o amor à profissão também resultou em momentos de fama. Além de piloto de testes, Moita virou personagem publicitário nas horas vagas. Atualmente, ele aparece como garoto-propaganda de campanhas publicitárias dos caminhões da Mercedes-Benz.

Fonte: Webtranspo

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